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ZomBiden Ganhou

“Essa porra de Estado não funciona mesmo”, alertam as imortais palavras do filósofo Peter Tugurniev, de que não há outro resultado a esperar do Estado, que não seja o aumento do Estado. Tirando as correcções, violentas, em que o nível de parasitagem estatal foi comprimido, depois de um choque violento com a realidade, com guerras, revoluções, e golpes de estado a resultarem, algumas vezes, em liberalizações instantâneas. Os estados sempre retomam o imperturbável declínio para o socialismo.

Nenhuma sociedade fica gradativamente mais livre, pelos próprios meios políticos, devagar, só pode piorar. Nenhum político ou outro vírus muda o rumo ao declínio geral por excesso de Estado, pode parecer adiantar ou atrasar momentaneamente a velocidade do processo, mas o destino será o inevitável. Por obra do Estado, o Estado irá se expandir, esmagando quem produz até deixar todas as pessoas com duas escolhas desagradáveis, ou se juntam à horda de parasitas ou fogem para o Gulch de Galt. Em tempos de paz, a opção de vida santa mais eficaz e confortável é cada um se juntar aos grupos de parasitas Estatais, por exemplo participando num concurso para a função pública ou entrando numa ordem profissional. Se os tempos são bons, há produção suficiente para mais sugarem, ninguém precisa de se chatear. O problema é quando a inevitável crise se abate e o sangue começa a escassear, de repente todas as carraças se vêm numa dança das cadeiras de cortar a respiração, sem piedade. Afinal, quando as vacas estavam gordas, juntaram-se ao grupo das criaturas mais peçonhentas que encontraram, agora que estão magras, os parasitas mais fracos viram comida na hora. A pandemia do comunavirus veio dar este passo em frente acabando com um arranjo económico que já estava à beira do abismo. Desde 1971, com o Nixon shock, que o mundo não se enterrava tanto no planeamento central, enriquecimento das elites políticas e destruição da classe média. Assim, a Zombificação dos anos 20s deste século deverão ser equivalentes, para pior, à Estagflação 70 do século passado, instabilidade, violência e empobrecimento, o que leva a só sobrar a segunda opção para lidar com a parasitagem: fechar, fugir, lembrando que o bicho comunavírus já pegou e é Global, não deixou para onde ir nem tempo a perder: 1) Arranjar uma segunda ou terceira residência – Melhor do que estar refém de qualquer um Estado, é poder escolher entre dois. Todos os governos competem entre si pela atração dos produtores estrangeiros, enquanto perseguem a classe média local. Sair permite passar de alvo a desejado. 2) Criar um rendimento móvel – Que não dependa de regulação, que não esteja preso a um imóvel. Verdade, não é nada fácil de encontrar. Mas a gig-economy, os serviços de freelancer, são muito mais seguros que qualquer emprego num restaurante. 3) Poupar em Bitcoin – Estar preparado para viver com muito menos e manter alguma reserva em Bitcoin. Pois as pessoas que conseguirem criar o tal rendimento móvel, vão em breve exigir, para sua própria proteção, pagamentos em criptomoeda.

A Economia, conhecimento, é o estudo das ações humanas, individuais, o que significa que não há nenhuma solução coletiva para a melhorar. Bem pelo contrário, a Economia, prosperidade, é dizimada pelo coletivismo e pelos planos de dinamitação, seja qual for a sua pigmentação política. Como criação do indivíduo em liberdade, a única forma de impactar a Economia, no geral, é cada um cuidar da sua vida, ganhar dinheiro, economizar (acumular Capital). Deixando para a mão invisível o efeito de multiplicação. A solução para o problema actual de crise global é pessoal e intransmissível (como o Capital) não virá de cima nem está em nenhum lugar.

Galt’s Gulch é um local imaginário, da novela de Ayn Rand, “A Revolta de Atlas” (o livro é chato mas a sinopse é fundamental). No livro, os empreendedores, cansados de lutar contra o parasitismo do Estado refugiam-se num lugar, deixando nas antigas cidades o caos dos parasitas a lutar entre si sem nada para roubar. A parte dos motins nas grandes cidades já lá chegámos, e não há para onde fugir, o veio revelar que o Gulch é virtual. Quem está em condições de fugir do Estado, é porque amealhou bastante para poder se proteger, tem FU-money, não precisa de mais. Quem está a fugir do Estado é porque concluiu que não pode mais confiar nessa máfia. Ora, essa pessoa não se vai dar à chatice, de depois de toda uma vida de trabalho, se ir pôr outra vez nas mãos de outro governante. Já não é o caso de fugir do rei James para ir fundar a América, acabou-se o faroeste para desbravar. Agora, vai fugir sim, mas de forma virtual. Vai deixar de investir. Porque enfim esse é todo o problema descrito ao longo de todas estas semanas. A quebra do Investimento por exaustão fiscal. O vírus, as eleições americanas, a Greta, o diabo a quatro, não passam de fait divers, de episódios na novela. O sumo da História, é que hoje já não há condições para investir, depois que por excesso de planeamento central o governo eliminou as falências, levou os juros a negativos e parou a Economia. Tudo o que fechou, por ocasião da pandemia tudo o que foi proibido para ajudar ao comunavírus, foi exclusivamente o capitalismo. Daí que a Pandemia seja exibidamente comunista. Não é por acaso. A cartilha marxista seguida um pouco por todo o mundo a propósito do vírus consta de: Proibido trabalhar, proibido despedir, proibido pagar as dívidas, proibido fazer comércio, proibido poupar, proibido viajar, proibido aprender. Em resumo, foi proibido o Capital e é o fim da História. Agora, será preciso começar de novo, a acumular.

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1 Comment

  1. Hidetora

    Sou bastante cético quanto à ideia de que a tecnologia nos vai libertar.
    Como existe tecnologia que nos permite escapar ao estado, também a tecnologia que permite ao estado nos controlar se está a desenvolver rapidamente.

    Quanto à esperança de que empreendedores cansados de lutar contra o parisitismo do estado “declarem a secessão”, relembro a tendência humana de minimizar os recursos utilizados para atingir o fim pretendido.
    Uma consequência disso, nos dias de hoje, é a substituição do empreendedorismo de mercado pelo empreendedorismo político, que é talvez mais evidente nas big tech do que em qualquer outra parte da economia. Esta tendência só se irá inverter quando não houver suficiente para alimentar mais parasitas e/ou for economicamente viável mover uma parte significativa da economia formal para a economia informal (neste último caso o estado tem que já estar bastante deslegitimizado, o que me parece bastante remoto em Portugal).

    Isto ainda vai piorar bastante antes de se poder declara o fim da História, afinal a decadência do Império Romano foi um processo bastante longo antes da sua queda.

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