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Usar máscara é um assalto

Vamos fazer um estudo de caso: Dois tipos bêbados, idênticos, metem-se nos seus carros e guiam (igualmente mal) para irem se confinar em casa. Um deles, por questões de segundos, atropela um peão e mata-o. O outro, tem sorte, e consegue chegar a casa sem estragar nada. Qual a melhor solução para este caso?

a) a mesma pena para os dois bêbados
b) aplicar penas diferentes aos bêbados (multa ao sortudo, prisão ao azarado)
c) penalizar (severamente) apenas o que matou, deixando o sortudo em paz.

Parece e é uma pergunta simples, mas a maioria das pessoas responde errado. Ficam perdidos entre as opções A e B, tentando justificar que é justo tratar de forma diferente pessoas que fizeram o mesmo erro ou como se pode prevenir mais acidentes e daí aplicar a justiça para obter o melhor resultado. Ambas estão erradas, a resposta certa é C por bem mais do que uma razão.

As cinco razões decorrem do futuro ser imprevisível, como tal:

(1) Não há forma de saber se um determinado comportamento vai ou não provocar um acidente;
(2) Sem consequência, sem vítima, não há crime. Se ninguém foi prejudicado, não há nada a penalizar;
(3) Ninguém tem direito a impor comportamentos aos outros;
(4) Quem se julga no direito de julgar os outros por coisas que estes não provocaram é um corrupto;
(5) Se toda a gente está sujeita à ação autoritária e discricionária, não há confiança, não há liberdade, não há prosperidade.

Estas cinco razões tornam-se ainda mais graves se em vez de considerar o caso do condutor alcoolizado, se pensar na palhaçada total que é a utilização das máscaras em plena pandemia do comunavírus. A demonstração cabal que o comunavírus destrói a sociedade, passando por: (1) Presunção da Inocência, (2) Crimes sem Vitimas, (3) Direitos Positivos, (4) Corrupção Passiva, (5) Confiança.

Presunção de Inocência – Não há nenhuma suspeita que um assintomático possa transmitir o vírus, nem que as máscaras tenham, algum efeito. Obrigar pessoas a usar é condená-las antecipadamente por um dano que ainda podem vir a causar, sem direito a defesa nem contraditório.

Crimes sem vítimas – A taxa de mortalidade do vírus é equivalente à gripe sazonal, ninguém morre da tosse, só das doenças que já tinham antes. Portanto, mesmo igorando o ponto anterior, a imposição da máscara é como a proibição da prostituição ou multar por trabalhar fora da licença, não há vitimas, ninguém foi prejudicado, ninguém perdeu nada a não ser a noção do que é certo ou errado.

Direitos Positivos – Ninguém tem direito a coisas que não quer pagar. Saúde, Habitação, Emprego, usar máscaras não são direitos, nem obrigações. Porque não se pode obrigar outra pessoa a trabalhar de graça para satisfazer o que um terceiro considera um direito. Só existem os chamados Direitos Negativos, à vida, corpo e propriedade. Os direitos positivos, que obrigam terceiros a trabalhar, ou usar máscara, são escravatura.

Corrupção Passiva – A única corrupção é a passiva, quando um agente do governo usa do seu poder para coagir outras pessoas a fazer o que estas não querem. Os governos assentam a sua legitimidade em representar a população, se vão além do que deviam e impõem às pessoas coisas que estas não querem fazer, como usar uma máscara, o governo abdicou da sua legitimidade, tornando-se corrupto. A vítima da corrupção que se vê obrigado a pagar uma multa para não ser castigado, não é um corruptor, pois nunca teve o poder de decisão. Só é corrupto quem impõe a sua vontade através do estado.

Confiança – As máscaras destroem a confiança de mais do que uma forma, ocultam a expressão da cara, culpabilizam que não fez nada, identificam quem tem opinião. Não é por acaso que os assaltantes andam mascarados. A quebra de confiança é a machada final na liberdade. Sem confiança não há comércio, não prosperidade, não há justiça.

A obrigação de usar máscara decretada pelo comunavírus é a comprovação que o governo destrói tudo o que toca. Não é só a educação, a saúde, a economia, até a função mais básica do governo, a justiça, é pervertida de modo irreparável.

Não é só na economia que a imprevisibilidade do futuro torna a participação presente do governo inaceitável. Na justiça é igual. Como o futuro é imprevisível, ninguém decente pode se arrogar a querer prevenir algo de acontecer. Pode simplesmente estar errado. No entanto, os justiceiros do comunavírus decretam a mascarada para arrombar com qualquer chance de justiça. (1) Presumem culpados quem ainda nem fez nada; (2) criminalizam actos que não causam vítimas; (3) Escravizam terceiros para sustentar privilégios de casta; (4) Abusam do poder discricionário; (5) eliminam a possibilidade de pessoas decentes conviverem em sociedade.

Há quem diga que se deve usar a máscara porque não lhes custa nada. São gente muito fraca, que mede o mundo pelo tamanho do seu rabo. Por não custar nada é que não resolve nada e só piora. Se querem fazer alguma coisa, façam primeiro o que custa e logo se vê se é necessário atropelar todas as liberdades em prol de sufocar os outros com um pedaço sujo de pano.

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1 Comment

  1. Hidetora

    Parafraseando Rothbard na sua obra ‘A Ética da Liberdade’:
    É importante insistir que uma ameaça de agressão seja palpável, imediata e direta. Qualquer critério remoto ou indireto é apenas uma desculpa para uma ação invasiva. (…)
    Assim que tomamos em consideração “ameaças” vagas e futuras, todo o tipo de tirania se torna justificável.

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