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Uma proposta socialista

Segundo parece, temos um governo “socialista”, apoiado por partidos socialistas (uns mais, outros menos), e suportado por um presidente populista. Todos eles se auto-proclamam os amigos dos “desfavorecidos” (se não se auto-proclamassem, ninguém daria por isso).

Porém, enquanto os “desfavorecidos” passam fome, ficaram sem emprego, não podem marcar consultas e viram as escolas dos seus filhos fechar, os “socialistas” preparam-se para torrar 1.200.000.000€ numa companhia aérea em que milhares de portugueses nunca voaram, e mais uns milhões neste e naquele banco. Ao mesmo tempo, sucedem-se os miseráveis programas televisivos popularuchos em que se pedem contributos para ajudar as famílias carenciadas. O Banco Alimentar nunca teve tanto trabalho.

O Estado Social é apenas o justificativo para um assalto

Assim sendo, eu tenho uma proposta socialista, que todos os amigos do povo só poderiam promulgar:

E que tal se trocássemos os papéis? E que tal se o Governo apoiasse devidamente os pobres e os desempregados e assegurasse os serviços de saúde que tanto “homenageia”, enquanto deixava que fosse o povo a fazer os contributos que achasse relevantes para salvar a TAP e os bancos?

Metam a Catarina Furtado e os milhares de euros que a senhora recebe a fazer um programa sobre a TAP, com um NIB a aparecer no fundo do ecrã.Ou será que temos um governo que salva as corporações do regime e deixa as pessoas a sofrer? Não era disso que acusavam o Salazar? Em que ficamos?

Portugal é um país universalmente aclamado pela sua hospitalidade e pela simpatia do seu povo. Ao longo dos últimos anos, sempre que o Estado fez borrada, lá estavam os portugueses a pagar mais impostos para os amigos do Estado e mais contributos voluntários para os que realmente precisam (incêndios, alguém se lembra?).

E se, então, experimentássemos ao contrário? Se os impostos fossem para os que precisam e os contributos voluntários para as tais empresas estratégicas? Certamente, de tão estratégicas que são, os portugueses iam aderir em massa e com massa!

Já se perguntaram por que é que isso não acontece? Porque o Estado Social nunca foi nem será para o povo. O Estado Social é apenas o justificativo para um assalto. Eles sabem bem que o povo, na hora da verdade, se entreajuda, sem respingos. Os seus amigos, pelo contrário, é que teriam de passar a trabalhar mais e a ganhar/reclamar menos. E, portanto, é para esses que o dinheiro vai primeiro, enquanto a populaça fala de racismo e de futebol…

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