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Teoria da relatividade alargada ao lockdown

Quando Einstein apresentou a Teoria da Relatividade, todos foram confrontados com algo que existia no universo, mas que não era deste mundo. Um nó intelectual, que tornou a Física incompreensível para a maioria da população e libertou quantidades explosivas de energia nuclear. As quarentenas terão um efeito parecido na economia e sociedade, pois criaram um buraco negro.Tal como a velocidade da luz é uma constante inultrapassável no universo, na economia, o valor gerado é também um referencial fixo que não pode ser ultrapassado e todas as tentativas de o ultrapassar irão gerar efeitos contraditórios e distorções da realidade. Por exemplo, quem está de quarentena, proibido de trabalhar, sente que o tempo está a andar devagar, um dos efeitos que decorre da velocidade excessiva da impressão de dinheiro pelos bancos centrais.

No universo, só há uma forma de gerar valor, que é através de uma troca voluntária. Imagine-se duas pessoas: o Rapazinho e o Gordão. Numa troca voluntária, O Gordão que é rico e quer que lhe lavem o carro, contrata o Rapazinho que tem tempo livre e não se importa de fazer o trabalho. O Rapazinho vende o seu tempo e fica melhor do que estava, com algumas moedas para gastar. O Gordão deixa de ter esse dinheiro que não lhe fazia falta e ganha um carro lavado, que era o que valorizava. Estão os dois a ganhar, melhor do que antes. Na economia, como um todo, foi criado valor, o resultado da soma dos ganhos das duas partes.Por oposição, se o Rapazinho não lhe apetecer trabalhar e resolve em vez disso roubar o Gordão, o Rapazinho até pode ficar contente, mas o Gordão não e uma vez somado, o ganho do Rapazinho será sempre menor do que o prejuízo do Gordão, pois há que contar a desilusão e a falta de vontade de voltar a contratar o bandalho. Também é roubo e tem o mesmo efeito de destruição de valor, quando o Gordão consegue do governo a criação de uma lei, que lhe permite receber subsídios, tachos, contratos, preços marcados, ou outras vantagens não consensuais, a serem pagas com os impostos extraídos ao Rapazinho. A redistribuição é roubo institucional e tal como no roubo oportunista, uma das partes foi prejudicada, ficou a perder, e no agregado das duas, foi destruído valor.

Os exemplos agora não têm nada de relativístico, e são até fáceis de entender, mas isto é porque até aqui, o roubo sempre se ocupou de uma pequena parte da actividade económica, pelo que apesar do roubo institucional ter vindo a crescer de forma desproporcional, a economia ainda podia prosperar. Até agora, em que se atingiu ponto de inflexão. A linha da metade e a sua consequente quarentena.Metade ou um pouco mais, é de forma simplificada o quanto hoje em dia os governos sugam de cada transação económica para insuflar toda a sua máquina redistribuição. Este ponto de metade é tão absurdo, que o resultado teria de ser as pessoas quererem deixar de trabalhar. Se metade do que se ganha a trabalhar, vai para quem não trabalha, é evidente que ninguém irá trabalhar. Só precisavam de uma desculpa para mudarem de sinal, pois que um elemento produtivo não se torna rentista só por querer. Entra o vírus.

Convém notar que o vírus foi apenas uma desculpa conveniente, não é especialmente perigoso, não afeta crianças, a maioria das pessoas nem sintomas têm. Ainda assim as pessoas agarram-se furiosamente à ameaça inventada para fazer aquilo que já pensavam fazer, deixar de trabalhar e passar apenas a receber.O efeito em cascata irá reduzir para metade o número de pessoas que trabalhava e duplicar os gastos do estado, multiplicando por quatro todas as distorções malha de geração de valor a ponto de implodir a economia. Nas contas públicas por cada 100 que gastam, deixam de receber 80 e financiar 20 com dívida, para ter o inverso, 80 de dívida para apenas 20 de receita.

Para acabar com a quarentena, os governos teriam de deixar de pagar a totalidade dos layoffs, dos Trump-Checks, dos auxílios emergenciais. O que terá custos políticos incomportáveis. O UBI coxo e mal amanhado, é uma realidade irreversível e será pago com dívida pública. Tanta dívida não tem tempo para circular pelos meios retorcidos habituais de enganar a inflação, levando a uma a deflação fulminante.Eis então o efeito de distorção do buraco negro que há primeira parecia intuitivo, mas na realidade é o contrário. A esmagadora emissão de dívida pública lançada para anestesiar as pessoas que não querem trabalhar, esmagará toda a livre iniciativa privada, não é possível trabalhar rápido o suficiente para ganhar distanciamento do buraco negro da dívida, não é possível competir com os serviços e produtos sustentados pelo governo, não há energia livre para criar, não é possível acumular capital. Todo o valor até aqui criado será engolido pelo governo e todas as compras são pagas com dinheiro que ao governo irá voltar. O silêncio na economia será ensurdecedor, com a dívida pública num ciclo infinito de chegar às mãos dos dependentes para estes comprarem produtos aprovados pelo estado numa degradação contínua do nível de vida por esmagamento, até aparecer alguma partícula monetária que consiga escapar ao peso do controle governamental.

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