Os artigos assinalados como Voz do Libertário são da exclusividade dos militantes da associação Partido Libertário e refletem a opinião pessoal dos respectivos autores.

Select Page

Sócrates sabia de economia.

Não esse Sócrates, não o Dr. jogador da bola, é o antigo e original Sócrates, aquele que preferiu tomar um copo de veneno a fazer um modelo econométrico. É a ele que devemos a primeira Lei da Economia, “só sei que nada sei”, ou na versão, João Pinto, “prognósticos só no final do jogo”. Isso porque a economia é absolutamente desconhecida.

A Economia não é apenas complicada, ou caótica, é de todo imprevisível. Uma diferença que denuncia todos os inventores de planos económicos, todos os governadores de bancos centrais, todos os políticos e catedráticos das ciências sociais, como charlatães, aldrabões, piratas, mentirosos, ectoplasmas, asbestos e restante lista de insultos do Capitão Haddock. Capturada a atenção, vamos à explicação, com um desvio pelo tempo.

O clima, o estado do tempo, se faz chuva ou sol, é algo ultra complicado e caótico. É extremamente difícil de prever, resulta de ligações e reações tão absurdamente complexas que ao fim de séculos a estudar cada detalhe observável, e com a ajuda de satélites e super-computadores, a metereologia evoluiu desde a previsão de umas horas feita pelos joelhos com reumático, até uma semana de boletim manhoso em que arriscamos ir apanhar frio na praia. Não é nada fácil prever o tempo futuro, mas é possível, em teoria, apenas não estamos, como civilização, prontos para tanto.

Já a economia, é de todo imprevisível, não há satélite, nem computador quântico, que lhe valha. Nunca vai poder ser prevista. Isto por sofrer de uma diferença em relação ao clima, a seguinte: O facto de muitos de nós acharmos que amanhã vai estar sol, não influencia as nuvens, chove na mesma, se tiver que ser. Já na economia, só porque algum de nós passa a saber uma previsão e daí mudar de ideias que tinha, como achar que já não é boa ideia comprar um bilhete de avião para ir à praia, destrói toda a previsão das receitas para o turismo naquele fim de semana. E quem diz turismo, diz o mesmo para todos os outros setores da economia. Não se pode prever uma coisa que muda em directo resultado de se fazer essa previsão.Sendo então a economia imprevisível, pode-se concluir que todos os marmanjos que fazem modelos matemáticos para previsão desta, estão forçosamente errados e a enganar. Também se pode concluir que não existe à partida uma resposta certa para nenhuma questão económica. Pois não existe aposta garantida, não existe planeamento económico, não existem opções estratégicas, não existe melhor caminho a tomar. O desconhecido, é tão persistente, que a única abordagem às questões económicas é a diversidade, ao calhas. Garantindo que, na variedade de opções, alguém vai acertar e colher os lucros dessa sua bem-aventurança.

Deixar cada um escolher livremente, para recolher os ganhos da sua aposta e pagar os prejuízos dos seus erros, é a única e comprovada forma de uma sociedade prosperar. Tanto quanto é verdade o contrário, qualquer unanimidade, está forçosamente errada e é potencialmente catastrófica. Todas as medidas obrigatórias, impostas pelos governos, de regulação, de defesa sectorial, de marcação de preços, atribuição de licenças, apoiar grupos de interesses, investimento público, declarar lockdown, são sempre e inescapavelmente erros massificados.

Tão errados que o resultado real destes planos governamentais, nunca é o bondoso declarado, mas sim uma exposição geral às consequências imprevistas de pegar numa má ideia e a tornar obrigatória. Planeamento governamental é como se, sabendo que dar um tiro no pé é provavelmente má ideia, decidir que todos os pés do País serão obrigados a levar com uma bala.

Decorre daqui também que as intervenções políticas na economia, não só estão erradas à partida, como vão causar sofrimento desnecessário a todas as pessoas inocentes, que deixadas ao seu próprio critério, tinham senão melhores, pelo menos diferentes ideias para o negócio.Sendo assim, pode ainda haver quem seja ingénuo a ponto de se perguntar porque o fazem. Porque é que políticos economistas governam o ministério da economia? Simples, para roubar, para tirar dinheiro a quem o ganhou honestamente, a quem tinha Capital para aplicar em produção de valor acrescentado e ir desperdiçar em coisa parvas, coisas que não prestam para nada, tralha que ninguém quer pagar, mas enriquecem uns intermediários.

Só o facto de haver quem se afirme capaz de planear a economia, é prova que não é gente em quem se pode confiar. No caso recente, depois do erro que foi fechar a economia, destruindo-a, ao decretar quarentena obrigatória, os governos insistem em multiplicar o estrago, criando planos delirantes e sociopáticos para a reabrir por fases.

Entrada Anterior

Entrada Seguinte

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pin It on Pinterest