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Só fazem o que lhes apetece e não lhes apetece fazer nada

Várias pessoas já se questionaram porque é que o comunavírus endoida depois das 22 horas; ataca pessoas de pé, mas não as sentadas; ignora manifestações racistas, mas não perde uma festa de batizado; ou ainda melhor, é neutralizado por álcool gel, mas excitado pelo álcool vodka.

A ululante realidade é que as políticas da pandemia são tão aleatórias que ninguém em seu perfeito juízo acredita haver alguma ciência médica por detrás da tirania sanitária. O que já não é tão fácil de entender é qual será o mecanismo mental para justificar a alucinação coletiva.

Uma explicação, e até prova em contrário a melhor possível, é que as pessoas no fundo não gostam de fazer nada do que lhes foi proibido ou limitado. Não gostam de viajar, não gostam de trabalhar, não gostam de ir ao futebol, não gostam de sair à noite, não gostam de visitar os avós, não acreditam na Igreja nem na vida além da morte. Portanto não lhes custa aceitar algumas das novas regras. Não serão todos, claro, mas praí metade dos que antes faziam todas essas coisas proibidas, no fundo não gostavam, tinham é vergonha de o admitir e eram empurrados a ir pela pressão social.

Certo, não é nada disso o que eles dizem que acham, mas para dar importância a opinião dessas pessoas era também necessário que elas agissem tal como falam. Por exemplo: Quem é pelo «fique em casa», que não saísse para apanhar ar; Se presta serviços grátis não recebe salário; Gosta dos impostos então paga acima do mínimo; Acredita em Deus, confia na vida eterna e não usa máscara; Não gosta do patrão, que se despeça; Acha que os salários são baixos, que pague mais e por aí vai. Mas não. O que dizem é completamente diferente do que fazem, logo, não é para ser levado à letra da lei.Por oposição, a Microeconomia (que é a Economia real, o estudo do que as pessoas fazem), deixa muito mais claro o que se está de facto a passar. O mundo entrou em exaustão fiscal. Desde 1996 que já não era necessário passar 3 horas por dia no trânsito para ir a um emprego onde se deixava ficar dois terços do salário desviado pelo Estado. Também era inescapável que a segurança social está tão falida que não vai devolver 1 centimo por cada euro do que é descontado. Pior, só um irresponsável se iria pôr a abrir um pequeno comércio, pagar uma barbaridade de impostos e ser massacrado por regulações predatórias.

Mas a coisa foi-se arrastando, por hábito e pressão social, sem ninguém se confrontar com a realidade, tudo a deixar rolar. Até ao dia que foram todos para casa e por um momento, pararam para pensar. Já que ali estavam em paz, já que os políticos Macro prometeram imprimir dinheiro para sustentar quem não quisesse trabalhar, já que dava para mandar vir as compras e ver filmes e falar com os amigos pela internet. Porque não? A eles não lhes custa nada, a pandemia assim até tem coisas boas, pela sua saúdinha, mais vale prevenir do que trabalhar. A conta, logo se vê quem é que vai pagar, que é só disso que ainda têm medo.

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