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SINDROME DA UBER

Vejo esta imagem a circular pelo facebook e apraz-me dizer o seguinte:


A uber aparece como uma plataforma digital que proporciona às pessoas particulares ganhar um extra e rentabilizar as viaturas próprias.
Nos tempos livres, nos fins de semana, férias ida e regresso do trabalho, eu transporto pessoas e ganho dinheiro, pago uma pequena percentagem à uber que me arranja os clientes, recebo a pronto e todos ficam contentes.
Bem, nem todos. Os táxis não ficam contentes, porque a uber presta melhor serviço e mais barato. Os táxis estão amarrados a uma legislação e licenciamento de acesso à actividade que torna o seu negócio menos produtivo.
O que fizeram? Exigiram o fim da legislação para competir em igualdade com a uber? Não. Pediram a legalização e licenciamento para a uber passando esta a ter as mesmas regras de acesso ao mercado dos táxis.
Para proteger o seu monopólio – pensando que desta forma impediam a entrada no mercado da uber – os taxistas arranjaram mais um competidor no mercado que presta melhor serviço e mais barato, ficando tudo na mesma do seu lado, e, do lado da uber, ficou mais difícil o acesso à actividade, aumentaram-se as burocracias e os custos diminuindo assim a margem de lucros.
Todos saíram a perder.
De seguida, os motoristas de uber, exigiram um legalização profissional, isto porque transformaram um hobby ocasional numa carreira profissional, devido à margem de lucro que tinham. Continuam a cobrar o mesmo, mas agora com todos os impostos, taxas, burocracias e alcavalas do estado, dispondo agora de um único rendimento porque deixou de ser um part-time – uma vez que dada a regulamentação já não é compatível com a actividade ocasional remunerada.
Transformaram um part-time lucrativo onde dispunham de toda a liberdade em mais uma classe subjugada ao poder político, mantendo o preço de venda aumentando os custos e burocracias inerentes à regulação estatal. Só o estado saiu beneficiado pelo aumento de receita em impostos e taxas cobradas à nova actividade.

Com o airbnb aconteceu exactamente a mesma coisa, ou pior.
Transformaram um negócio ocasional livre e lucrativo numa prisão onde já nem poder de decisão e propriedade efectiva têm sobre os seus próprios imóveis.
O lúdico disto tudo, é que o Estado é visto em toda esta história como o bem que protege as pessoas, quando na verdade, foi a legislação estatal que derreteu o negócio e transformou actividades lucrativas em ruinosas.
Hilariante se pensarmos que tudo foi feito a pedido dos que mais saíram prejudicados. Os mesmo que se queixam agora de não ter férias, folga, plano de saúde, ou segurança no trabalho.
Podemos ainda estabelecer um outro paralelismo com as recentes notícias de haver vontade por parte das prostitutas em legalizar e regulamentar a sua actividade profissional. Erro crasso. Deixarão de ser livres para passar a estar sob controlo e tributação do estado, e todos sabemos o que acontece quando o estado toma conta da vida das pessoas, ou será que não sabemos?
Mudem o nome da patologia, de Síndrome de Estocolmo para Síndrome da Uber.

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