Os artigos assinalados como Voz do Libertário são da exclusividade dos militantes da associação Partido Libertário e refletem a opinião pessoal dos respectivos autores.

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OS VAMPIROS

No meio da catástrofe que se faz prever, não deixa de ter graça todo o ruído em torno das causas sociais, que sendo fracturantes, não o são pela diferença de opinião, mas pelo objectivo de provocar deliberadamente fracturas na sociedade nomeadamente na família e nos valores que a ergueram. 

Não se fala de racismo por haver racismo. Fala-se de racismo porque se quer que haja racismo.  Não se fala de igualdade de género por haver discriminação de género, mas por se querer que isso seja um problema. 

Não se fala de protecção do meio ambiente por este estar em risco. É porque se quer criar um problema que permita a uns ter poder sobre outros. 

Da mesma forma que num anúncio da televisão da coca-cola, não é o sabor, o cheiro ou a riqueza nutricional desta que é usado para vender. É a alegria, a frescura e o bem estar.  Também num creme anti-rugas não é a sua eficácia a esticar a pele que vende, é a ideia incutida no consumidor que envelhecer e ter rugas é um problema, e milagrosamente e só por acaso, quem te diz que tens um problema é exactamente aquele que garante ter a cura ou solução em troca de uma módica quantia. 

Quando há uns anos Macron falou pela primeira vez no problema das fake news (não confundir com Trump que afirma que esta ou aquela notícia é falsa, ou que este ou aquele jornal publica notícias falsas) a ideia por detrás da existência do problema era a solução a apresentar, que entretanto já foi legislada, implementada e quem navegar nas redes sociais Twitter, Facebook e YouTube sabe que sim, ainda hoje percebi que o Blog Portugal Gate está bloqueado. 

A liberdade de expressão é um grande problema na sociedade, em particular para todos aqueles que lidam mal com a pluralidade de opinião mas que dizem defender a pluralidade política e o multiculturalismo e a biodiversidade. És livre de dizer o que queres desde que digas o que eu quero.   

Ora, só há uma forma de resolver problemas fracturantes: liberdade.  Todas as soluções milagrosas que te apresentem, seja bloquear notícias ou utilizadores de redes sociais ou sites, seja destruir estátuas ou queimar livros ou proibir filmes e séries de TV, seja alterar a nomenclatura das coisas, etc. – nunca resolverão qualquer problema, porque em cima desse terão mais um milhão de problemas que serão precisos resolver, sempre pela cabeça dos iluminados que tomam conta do Estado e do poder exclusivo da coerção e do uso da força e da violência pelo qual somos encostados à parede e onde nos é imposta a vontade absoluta dos mesmos. 

A ideia de derrubar a Torre de Belém hoje é tão estúpida como era a ideia de criar quotas para mulheres há 30 anos. As quotas de género e raciais entre outras, hoje, são uma realidade imposta por lei em muitos países. 

As ideias estúpidas fizeram o seu caminho com o nosso consentimento, conivência e silêncio.  Mas a verdade é que hoje a sociedade continua com problemas – e sempre os terá – e vai continuar a haver uns iluminados com soluções milagrosas para tudo. 

Está aberta a caça à liberdade como quando uns senhores com armas de fogo chegaram às pradarias do continente americano e desataram a matar búfalos. A nossa liberdade é a carne que os alimenta e as peles em que se agasalham confortavelmente.   

Hoje estamos numa guerra.  A guerra pela liberdade – outra vez – A guerra civil mundial, não pela conquista de territórios ou pelo controlo político destes, mas uma guerra ideológica pelo domínio da nossa liberdade. Reconhecer os problemas por eles inventados é dar-lhes as armas que precisam.   

É urgente que todos nós percebamos que continuaremos a morrer, seja com estas armas de fogo ou com outras que entretanto inventem.  É urgente que percebamos que a nossa liberdade não nos é concedida por burocratas numa lei. A nossa liberdade nasce connosco e cabe -nos a nós garantir a sua defesa, não ao estado.  É urgente que percebamos que a liberdade no entanto tem um custo que se chama responsabilidade, e que essa responsabilidade é uma obrigação e um dever nosso que não pode nunca em situação alguma ser delegada no estado em troca da promessa de uma segurança que é por si só também uma responsabilidade nossa. 

 O primeiro passo do caminho da servidão em qualquer regime de carácter autoritário é o desarmamento da sociedade civil, e se repararem, é justificada com a existência de um problema: a segurança. 
A minha maior segurança não é ter polícia. É ter uma forma eficaz de me defender, não dos bandidos mas da tirania do Estado. 
Esqueçam o racismo, a igualdade de género, a homofobia, o CO2 e as alterações climáticas, a igualdade, a solidariedade, a pobreza, a riqueza, as fake news, esqueçam tudo. O que eles querem é a tua liberdade. E a liberdade não é um conjunto de liberdades, como a de expressão, prática religiosa, política, vida, sexual etc. A liberdade é só uma, a total e completa, nasceu contigo e é o sangue que alimenta a tirania. 
A  escolha é tua. 

LIBERDADE OU MORTE.

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