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Os socialistas odeiam trabalhar mais do que gostam de dinheiro

Toda a gente quase que odeia trabalhar, ou não gosta particularmente disso. Tanto assim é que, regra geral, exigem ser pagos para trabalharem. Significa portanto que o trabalho, não sendo agradável, tem o dinheiro que é mais. Entre a chatice de trabalhar e o gosto em ter dinheiro, a maioria das pessoas opta por trabalhar.

Não todas, os socialistas são gente incapaz de suportar um trabalho. Ao socialista o trabalho é-lhes mais doloroso do que o desejo que têm de ter dinheiro. O que é um problema. Porque eles adoram dinheiro. São loucos obcecados por ele, são capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro, excepto, claro está, trabalhar.

É por causa desta compulsão por dinheiro mais a rejeição do trabalho que o origina, que brotam todos os males e defeitos do socialismo, o comunismo e o marxismo. Estas idiotologias políticas são simplórias tentativas de ir buscar dinheiro, sem trabalhar.

Os impostos, tirar dinheiro aos outros. Os subsídios, receber dinheiro para fazer o que ninguém quer. Os serviços públicos, grátis porque ninguém pagaria por aquilo. Os sindicatos que não trabalham. Até a liberalização das drogas mas não do tráfego, ou da prostituição mas não do lenocínio. São sempre tentativas de comprar coisas sem ter de as vender. Pois que vender dá trabalho.

Quando confrontados com a sua aversão ao trabalho, os socialistas tendem a confundi-lo com o lazer e saem-se com imbecilidades do tipo: “responsabilidade social”, “vocação”, “não ser explorado”, “direito ao descanso”, “13º mês”, “férias pagas” ou o mais absurdo, “greve” para exigir mais dinheiro.

Qualquer pessoa sabe que a diferença entre o lazer e o trabalho, é que o segundo é pago e o primeiro não. Uma pequena diferença que explica muita coisa. Quando é trabalho, alguém paga por ele, se alguém paga, é para se fazer o que essa pessoa quer. Já o lazer é uma actividade que não é paga, cada um faz o que lhe apetece e não recebe ordens por isso. Portanto, confundir o fazer o que um quer e acha certo, com ir fazer o que os outros querem e estão dispostos a pagar. É confundir lazer com trabalho.

Há situações em que o lazer coincide com o trabalho, são uma mesma actividade. É quando as pessoas fazem o que querem fazer e mesmo assim recebem dinheiro. Esses são os empresários, os que correm o risco de fazer uma coisa que ninguém lhes mandou fazer, na expectativa de ganharem dinheiro. Fazem porque querem e ainda ganham. Pior, os que forem mesmo bons nessa atividade, têm lucro.

Ora, nada é tão ofensivo para um socialista como um empresário. Porque se a simples ideia ganhar dinheiro a trabalhar já lhes é aterradora, imagine-se o que sentem quando os outros ainda se divertem. Venha de lá a inveja.

O socialista tem uma inveja tal aos empresários que a transforma em ódio. Agravado pelo facto de os empresários de sucesso terem o desplante de lhes irem oferecer o desejado dinheiro e em troca de trabalho. Os empresários vivem a colocar o socialista na posição mais desconfortável de todas, acenam-lhes com o dinheiro que tanto anseiam, exigindo em contrapartida o trabalho que abominam.

Confrontados com a sua luta interna entre a aversão ao trabalho e a ganância por dinheiro, os socialistas recorrem à violência. Fazem leis. Proíbem as outras pessoas de trabalhar (demais ou de menos ou sem fazerem parte de uma ordem profissional ou em certas atividades trabalhosas). Também é violência tirar o máximo de dinheiro a quem o está poupar (por inflação ou impostos), na tentativa de evitar que eles contratem trabalho. Complementado ainda com o combate a todos os empresários que possam ter lucro, essa aterradora demonstração que não só é possível trabalhar bem, como ainda ganhar dinheiro.

Aí está. Em resumo, tudo o que alguma vez alguma pessoa precisou de saber sobre o socialismo, é isto. Eles odeiam trabalhar mais do que querem dinheiro. Só que querem tanto dinheiro que ficam dispostos até a roubar e a matar para receber. Desde que isso não lhes dê trabalho.

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