Os artigos assinalados como Voz do Libertário são da exclusividade dos militantes da associação Partido Libertário e refletem a opinião pessoal dos respectivos autores.

Select Page

O Ecossistema Urbano: desde a poluição à falta de filhos

O meios urbanos são “ecossistemas” absolutamente artificiais. Tudo nas cidades é artificial, inclusivamente os jardins e os parques arborizados. Pode-se dizer que o solo está completamente impermeabilizado e, por vezes, encanam-se ribeiros e deixam-se esgotos a céu aberto.
Apesar de albergarem activistas de todo o tipo, mesmo os ambientalistas, a cidade é extremamente poluidora: diria que 90% dos plásticos que vão parar ao mar têm origem nas cidades, os citadinos são os maiores consumidores de detergentes quer para roupa, para a loiça e para a sua pele –champôs, sabões especiais para o corpo, cremes hidratantes, tintas para o cabelo. Tudo isso, de milhões de habitantes, vai parar aos esgotos e não são tratados. O tratamento é apenas a fermentação de matéria orgânica (dejectos de retrete) e neutralização do pH. Substâncias nocivas não degradáveis, metais pesados, etc, são despejados no oceano, tudo vindo das retretes e dos lava-loiças.

São artificiais quer ambiental quer socialmente. As pessoas vivem sós no meio da multidão. É por isso que se encontram tantos manientos nas cidades, apenas querem dizer que existem… que são eles… distintos dos outros… da massa humana.Homens e mulheres não são apenas diferentes fisicamente. Também o são psicologicamente. São 200 mil anos de evolução (pelo menos) em monogamia com divisão de trabalho (o que hoje se “exige” é comunhão de trabalho e não divisão). Sem monogamia a nossa espécie tinha-se extinto (ou teria enveredado por outro caminho): o parto é difícil e debilita a mulher, as nossas crias demoram pelo menos 8 ou 10 anos a terem o mínimo de autonomia etc.

O homem foi há 6 mil anos (quase nada) caçador e em grupo. As mulheres ficavam no “acampamento” a cuidar das crias e dos idosos, talvez também apanhando cereais selvagens, bagas e tubérculos.Não é por acaso que os homens têm mais força, geralmente gostam mais de passear pelos campos ou montanhas, têm mais espírito de camaradagem, são atraídos pelo funcionamento de mecanismos (talvez uma memória da construção de armadilhas) são mais espartanos na educação dos filhos a sua comunicação é sempre para transmitir informações.

As mulheres são mais faladoras e poucas vezes para transmitir informações, simples conversa, comunicam muito por expressões faciais ou corporais (que os homens nem reparam), e são sempre “donas de casa”,i.e., são sempre que manda em casa, por vezes até na roupa do marido. A casa “é delas”.

Actualmente a sociedade tende a tornar os homens iguais às mulheres (e vice versa). Não estou a falar de igualdade de direitos. Igualdade de direitos sim, mas, na minha opinião, respeitando as diferenças. Como ambos trabalham a educação dos filhos é entregue ao Estado, desde os horríveis berçários passando pela pré-escola –que muitos até a desejam obrigatória sem perceberem que proibições e obrigações são limitações à liberdade, é mais saudável a educação maternal com lama e árvores para trepar em vez de poster’s com imagens de meninos e meninas nuas, tipo educação sexual politicamente correcta, e ai de quem levante objecções, leva logo com um “extrema-direita” nas trombas.

Isto para além da falta de tempo, paciência e exiguidade de espaço, a vontade de ter filhos é diminuta

Para além disso, mulheres que não podem ter filhos para não perder o combóio da sua carreira profissional, homens efeminados que começam a não gostar da agressividade das mulheres masculinizadas, mulheres que começam a detestar homens efeminados, e talvez alguma epigenética que desabroche nestes ambientes, a homossexualidade em meios urbanos é enorme, por acaso já observada em animais enjaulados, sobretudo em jaulas sobrelotadas (Desmond Morris). Parece a natureza a querer controlar o excesso populacional.

Mais acertado do que construir cresces, berçários e pré-escolas, seria um apoio comunitário à às mães e à família alargada.
Em liberalismo podia ser encarado como uma externalidade positiva, no entanto o suposto “apoio social” na forma de berçários até pré-escolas requer dinheiro que é retirado às famílias sob a forma de impostos ou contribuições sociais. Isto é, a própria mulher, quando trabalha, está a pagar o próprio apoio que pensa receber “gratuitamente do estado” ou, mais racionalmente mas não menos errada, o tal apoio comunitário.

Porque não levar os filhos para o local de trabalho? Por vezes há condições para estarem no próprio gabinete, mas é sempre possível haver proximidade física parental em qualquer empresa, um local de convívio desde crianças a adolescentes dotado de infra estruturas que na realidade são mínimas.

Não é preciso muito. Uma terça parte do que pagamos ao estado é suficiente para erguer um espaço adequado em cada empresa privada (ou estatal).

Não é preciso muito!

Entrada Anterior

Entrada Seguinte

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pin It on Pinterest