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Não voto e não gosto de ervilhas com ovos!

Considero que nasci com três direitos.

O direito à Vida, à Propriedade à Liberdade e é precisamente este último que me permite por em prática a liberdade de decidir se voto ou não. E decidi que não voto!

Existem variadíssimas razões que justificam esta minha decisão.

Trata-se de uma decisão minha que não pretende influenciar e muito menos impôr, os meus princípios ou a minha vontade seja, a quem fôr.

A ter pretensões de algo é apenas a de ser ouvido quando exista vontade para tal.

O eleitor tende na generalidade a ser um individuo com algum despreparo político para exercer o “direito de voto” que segundo ouço dizer é um dever cívico! É uma pessoa facilmente influenciável por variadíssimos fatores, sendo o principal os “média” que “tocam a música que melhor lhes soa ao ouvido”

Tudo isto vem a propósito de nos últimos dias e depois de ter afirmado que não irei exercer o dever cívico de votar e ouvir repetidas vezes o cliché “não votas não podes reclamar” ou “pelo menos vota em branco ou nulo”.

Um disparate tremendo até porque as diferenças existentes entre o voto nulo, o voto em branco ou o simples acto de não votar são meramente estatísticas!

“Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.
Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.”[1]

Ao não me rever no atual sistema político / governo / estado (para quem não sabe tenho uns “tiques” libertários) que motivos teria para participar num acto em que não me revejo?

Ao considerar que o estado ao me roubar coercivamente viola o meu Direito à Vida, à Propriedade e Liberdade porque motivo eu iria legitimar esse roubo?

Fará algum sentido legitimar o roubo e depois sim, já poder exercer o “direito” de reclamar?

Gastronomicamente falando, não gosto, odeio ervilhas com ovos!

Se me convidarem para uma refeição e antecipadamente souber que da ementa consta esse prato declino o convite, simples!

Se me for omitido esse facto, recusar-me-ei a ingerir tal coisa! Quem gentilmente me convidou não irá com toda a certeza exercer qualquer tipo de violência sobre mim só porque eu não gosto de ervilhas com ovos, no entanto se por qualquer motivo resolvo ingerir essa refeição, que odeio, terei motivo para reclamar de quem me convidou para tal manjar?

Não estaria assim a legitimar que o prato que me foi servido é excelente e quiçá um novo convite?

Portanto não faz sentido nenhum eu “comer” o que não gosto!

Não poderei nunca conceber a ideia que alguém um dia pretenda impedir-me através de uma qualquer obrigatoriedade de exercer a Liberdade de não exercer esse “dever cívico”

Quanto a ti caro amigo, podes sempre cumprir o teu dever cívico de votar que ninguém te irá impedir (por agora)!

A essência de um governo/estado será sempre a de ordenar, controlar, espoliar e redistribuir pelo rebanho!

“No action can be virtuous unless it is freely chosen.”

― Murray N. Rothbard

Vida, Propriedade, Liberdade [1]

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1 Comment

  1. hidetora

    Nestas eleições não há sequer um candidato que questione a pseudo-ciência dos lockdowns, nem merece o esforço de sair de casa.

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