Os artigos assinalados como Voz do Libertário são da exclusividade dos militantes da associação Partido Libertário e refletem a opinião pessoal dos respectivos autores.

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Igreja Universal do Reino Global das Nações Unidas

NOTAS de pré-leitura:

1. O espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade da instituição soberana e livre chamada denominada por alguém no passado e igualmente soberanos e livres, por Américo Varatojo.

2. O conteúdo expresso de livre e espontânea vontade pelo autor que se segue, representa única e exclusivamente a sua opinião, e não tem como objectivo ofender ninguém seja de que forma for. Se ofender, azar.

3. Os leitores são livres de interpretar o texto que se segue da forma que entenderem. Essa interpretação será sempre e exclusivamente da sua responsabilidade. Também são livres de o entenderem literalmente. Pouco me interessa.

4. O texto que se segue não pretende fazer um exercício de adivinhação do futuro, ou sequer elaboração de teorias da conspiração. Seja qual for a intenção do autor, o exercício que se tenta fazer é somente o de pensar na realidade que nos rodeia. Mas é provável que seja só parvoíce. Pouco interessa.

5. O texto é longo e pode ser maçador, ou não. Mas uma coisa vos prometo, tem montes de sexo, desde o principio até ao fim.

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A premissa de entrada é bastante simples: a bíblia é o livro sagrado. É a palavra de deus logo, se é a palavra de deus não há lugar a interpretações, porque deus é a luz e deus é a verdade única, absoluta e universal incontestável. Contra a palavra de deus não há argumentos, opiniões ou interpretações.

Então, quem se julgam vocês meros mortais para se arrogarem a interpretar Deus, o vosso próprio Deus? Deus? Não. Vocês não são deus. São meros mortais ponto. A interpretação é um artifício político-jurídico para contornar as leis a favor da defesa dos interesses de cada um em cada momento. Deus não permite tal desaforo à sua lei, à sua palavra, à sua divina vontade.

Da mesma forma, erra quem pensa que um advogado promove à defesa da lei do Estado. O advogado promove sim e sempre à defesa do seu cliente. Usa sim a lei para o fazer. Torce e retorce a mesma até ela dizer o que lhe convém para a defesa de quem lhe paga, às vezes, por incrível que pareça, até interpretam a lei pelo seu conteúdo literal, pelo que ela diz efectivamente de forma clara e objectiva.

Assim, seja a lei divina ou dos Homens, cada um, seja divino ou Humano, vai sempre interpretar o sentido da lei como sendo passível de interpretação, até que esta consiga dizer o que cada um quer que ela diga em função dos seus interesses no momento, sendo que noutro momento, é perfeitamente segundo alguns, que ela venha a dizer algo completamente diferente noutro tempo e espaço.

Se a palavra de deus não pode ser interpretada – sob pena de deixar de ser divina e passar a ser Humana – é estanque – tem forçosamente de ser lida literalmente o que, não abona muito a favor da inteligência de deus em certas matérias como física, química, matemática etc. Se se pode interpretar deus e a sua palavra nunca pode ou deve ser lida literalmente como muitos crentes defendem de cada vez que (lá está) lhes interessa, então a bíblia perde o seu carácter sagrado e não passa de letra morta. Apenas mais um belo romance, ou uma bela colectânea de contos sobre a história de um povo, da sua cultura, dos seus hábitos e das suas memórias.

A bíblia está dividida em duas partes fundamentais: o antigo e o novo testamento. O antigo testamento constituí a primeira parte da bíblia católica e a totalidade da bíblia Hebraica, ou os livros da Lei ou Tora. Do ponto de vista Hebraico, a bíblia é mais do que a palavra de deus. É um manual de educação, de ética, moral e bons costumes e, essa é a parte que aprecio na bíblia. A cultura e os princípios civilizacionais de um povo, que inclui também a parte da fé e da religião que, como ateu não me interessa por aí além, mas que lhe dá um suporte sólido e funcional desse ponto de vista. Quanto ao novo testamento, a história é outra e completamente diferente, apesar de ter como base os princípios morais, éticos, culturais e civilizacionais dos Hebreus – e aqui, é importante não esquecer que Cristo era hebreu – defendeu a civilização, religião e cultura hebraica e nunca teve como objectivo de fundar ou criar uma nova religião (Cristo não estava de acordo com o rumo da sua própria religião). Pepe Rodríguez, no seu livro “Mentiras fundamentais da igreja católica “, edição de 1998 (existe uma edição mais recente de 2012) fundamenta muito bem a tese que contraria alguns dogmas da igreja católica, como a de que Cristo não poderia ser solteiro, sem filhos e um humilde carpinteiro.

Com o devido enquadramento histórico e social, um judeu que não fosse casado e com filhos nunca poderia ser um Rabi por ser discriminado e mal visto pelo seu povo. Alguém que há dois mil anos sabia ler e escrever nunca poderia ser de origem humilde. Mas, Pepe Rodriguez diz mais na sua obra: confronta os evangelhos entre si e chega à conclusão que as histórias que contam são contraditórias entre si. Há factos descritos de forma completamente diferente e outros que são dados como adquiridos num evangelho e que são esquecidos nos outros. Simplesmente nada bate certo naquela narrativa. Isto, levou Pepe Rodriguez a outra linha de investigação também presente no livro, e é essa a parte que mais interessa por agora: o concílio de Nicéia. Basicamente a conclusão a que se chega é de que a igreja católica foi fundada por motivos meramente políticos. O principal era o de pacificar o império juntando numa única religião homogénea todas as correntes e seitas cristãs que existiam na época. O concílio durou oito longos meses de Agosto de 324 a Abril de 325.

Dos cerca de 180 bispos presentes no início de entre os muitos que não compareceram, sobreviveram para assinar a versão final apenas oito bispos. Dos mais de sessenta evangelhos apresentados, apenas foram Seleccionados quatro , os quais foram declarados a palavra de deus e todos os restantes declarados apócrifos. Foi assim que Constantino II uniu um império dividido, do qual tinha herdado metade. Foi assim que com a decadência do império romano a igreja católica se instalou como uma organização supra-nacional. O Estado dos Estados. A União dos católicos. Durante cerca de 1500 anos, a igreja católica sediada no monte do Vaticano assumiu-se como a regente do mundo católico e da civilização ocidental. Era a igreja que legitimava os Reis, que dirigia e julgava disputas entre reinos e Estados e definia todos os aspectos morais, éticos , culturais e civilizacionais dos povos. A igreja controlava quase tudo. Era o poder dos poderes. O poder com legitimidade divina e não dos homens.

Não creio que em todo este processo, o carácter sagrado da palavra de deus não tivesse outra função do que a de legitimar a acção política. Afinal, já tinha acontecido antes na história com os faraós que eram deus e homem num só. O carácter divino e transcendente sempre foi usado para legitimar a acção política no controlo das massas populares. É fácil encontrar esses vestígios em todas as civilizações . As pessoas temem o desconhecido e o incerto. A ignorância sempre foi a mais poderosa arma no pastoreio político dos povos. O tal ópio do povo. Ainda hoje o culto da personalidade é algo de carácter divino e místico. Nada tem de racional. E qualquer habilidoso político sabe manejar esses instrumentos intemporais em seu proveito. A base desta técnica é sempre a interpretação. A tal que se faz e altera na defesa do interesse do momento, da velha máxima que diz ser necessário estudar e compreender o passado para antecipar o futuro. Vem isto a propósito das novas revoluções culturais/civilizacionais em curso ou que se adivinham.

“A guerra hoje não é fria, mas silenciosa, não ocupa territórios mas o cérebro, não vira países uns contra os outros, mas as pessoas.”

Depois das experiências marxistas do século XX que deixaram atrás de si um rasto tenebroso de centenas de milhões de cadáveres, espoliados, torturados, perseguidos e subalternizados sob o punho feroz e impiedoso de ditadores em nome da ideologia da igualdade – e que também esta usou e abusou da interpretação dos seus textos sagrados em defesa dos interesses do momento – podemos dizer que no final desse século ganhou a ideologia da liberdade. Condicionada pela intervenção do Estado, ainda assim ganhou, a liberdade democrática sobre a ditadura do Estado. No entanto, os derrotados não se deram como tal, e voltaram à carga ou à luta como eles dizem. E estão de volta com uma nova estratégia.

O internacionalismo marxista hoje já não luta por conquistar territórios por força das armas, ou derrubar governos por apoio a golpes de estado revolucionário. A. Guerra do marxismo é cultural, mas o objectivo final continua a ser o mesmo. A internacionalização do marxismo, mas desta vez pela conquista de ideias e pelo aniquilamento do pensamento e da razão. Esta nova estratégia assume a forma de um cavalo de Tróia. Basicamente consiste em minar e ocupar cargos e funções da sociedade e dos aparelhos de estado nas mais diversas formas, com gente afecta ao idealismo marxista e, nomeadamente, nas escolas e nas universidades evangelizando as novas gerações na religião marxista contra os princípios da liberdade.

“Um homem livre é uma instituição soberana.”

A guerra hoje não é fria, mas silenciosa, não ocupa territórios, mas o cérebro, não vira países uns contra os outros, mas as pessoas. A guerra é Civil. A nova guerra mundial divide a sociedade em nós e os outros e, o mais interessante, são as pessoas que pensam estar de um lado, mas cujo cérebro e educação já estão formatadas para a outra facção. Para muitas pessoas, esta guerra já não é só ideológica, é, também, uma questão de fé.

É frequente ouvir falar de alterações climáticas e de um consenso científico sobre o tema que, segundo uma facção de cientistas «negacionistas», não se trata sequer de ciência, mas de uma fé induzida que justifica actos políticos.

Estamos assim, a assistir ao nascimento de uma nova religião que suporta uma nova fé e uma nova igreja e, como veremos, o poder e legitimidade de interpretar os dogmas sagrados está sempre presente.

Com o declínio do império da igreja católica apostólica romana, que veio substituir o império romano como a grande entidade supra-nacional, parece que um novo poder global se prepara para tomar o seu lugar, e tal como a sua antecessora, não será muito diferente na forma, nos métodos e nos objectivos. Apenas terá ao seu alcance outro tipo de tecnologia e poder de alcançar e dominar muito mais gente, mas no essencial da substancia é basicamente o mesmo: A Igreja Universal do Reino Global Das Nações Unidas.

Esta nova igreja também tem um papa: O secretário Geral das Nações Unidas.

Esta Nova igreja também tem cardeais: Os governantes dos vários países.

Esta Nova igreja também tem bispos: os dirigentes das ONG´s

Esta Nova igreja também tem padres: os pregadores de partidos políticos, organizações cívicas das mais variadas temáticas, movimentos estudantis, jornalistas e todo um conjunto de cidadãos igualmente fanáticos e empenhados na difusão da fé.

Esta Nova igreja também tem uma bíblia, o seu livro sagrado: o Protocolo de Montreal de 1 de Janeiro de 1988, que também tem os seus evangelhos, conforme tabela que se anexa:

Esta Nova igreja também tem os seus concílios purificadores, como os de Rio de Janeiro 1992, Quioto 1997, Haia 2000, Bona 2001, Montreal 2005, Bali 2007, Copenhaga 2009, Cancoon 2010, Durban 2011 e Paris 2015.

Esta Nova igreja também tem, até, ateus e hereges: os denominados negacionistas. Não faltará até muito para que os queimem na fogueira. Para já, vão se contentando em os tentar silenciar.

Sempre que existiu Humanidade, sempre existiu o desejo e a ambição de dominar e controlar o maior número de pessoas possíveis. O de lhes impor as suas regras, as suas leis e de os submeter ao trabalho forçado do qual se lhes rouba o fruto.

Tal como o Império Romano e a igreja católica, tenta-se hoje instaurar um poder supra nacional que regule, condicione e submeta todo o mundo conhecido.

Será assim preciso algo que una a todos, e nada melhor do que a fé e a predisposição natural dos homens para a religião acompanhada do carácter divino de uma crença que tudo legitime. É assim que chegamos às tais questões ditas fracturantes, não porque o sejam de facto, mas porque é útil que o sejam. Tal como a estratégia de marketing, será necessário que exista um problema grave e urgente e que este precise de uma solução que afortunadamente os nossos salvadores dispõem e que estão dispostos a nos fornecer em troca de algo absolutamente insignificante: a nossa liberdade. Como nos impérios anteriores já mencionados, nenhum poder se estabelece sem roubo de liberdade. Um homem livre é uma instituição soberana. Não há impérios que se consigam sobrepor a homens livres, por isso é fundamental que os homens livres percam a sua própria soberania para que o poder intemporal se sobreponha.

E como é que isso se concretiza pacificamente com aceitação generalizada da sociedade? Pela via da divindade, da fé, da religião e dos seus dogmas absolutos. Por via do que não pode ser questionado: a palavra sagrada. Por via da ignorância dos amedrontados que não conhecem as escrituras (quantos de vós, alguma vez, leram o protocolo de Montreal e suas alterações?). Por via dos dogmas estabelecidos aos quais se nega a possibilidade de questionamento (consenso científico) . Por via da interpretação da palavra divina, sempre que esta é colocada em dúvida, mediante os interesses, será preciso defender no momento adequado à causa.

Quantas pessoas sabem discutir a natureza metafisica ou natural de deus? Quantas pessoas sabem o que é uma molécula de co2?

Quantas pessoas conhecem as sagradas escrituras para além das Eucaristias dominicais? Quantas pessoas sabem o que é a ozonosfera?

Quantas pessoas leram os evangelhos com espírito crítico? Quantas pessoas acham mesmo que os peidos das vacas aquecem o planeta?

Quantas pessoas ousam questionar a sua fé directamente ao seu pároco? Quantas pessoas, alguma vez, perguntaram aos senhores do IPPC se conhecem a forma como interagem as forças de massa e energia do planeta?

Tal como na religião, fornecem um livro sagrado imenso que ninguém lê associado a uma mensagem simplista e de fácil memorização. Quantos de vós leram a Bíblia? Quantos de vós leram as mais de quatro mil paginas do protocolo de Montreal? Quantos de vós percebem, de que forma, as leis da bíblia condicionam a vossa vida e a vossa liberdade, tornando-vos dependentes e subservientes da religião? Quantos de vós têm noção da forma como os protocolos da ONU condicionam e alienam a vossa liberdade e as vossas vidas e como vos roubam e cativam o fruto do vosso trabalho?

E reparem, na piéce de resistence, copy paste da história: da mesma forma que a velha religião vos promete a salvação eterna dos vossos pecados, também a nova religião vos promete a salvação do planeta e da humanidade dos vossos pecados poluentes. Atirar uma garrafa de plástico para o chão é o equivalente moderno da bruxaria. Comprar carne de vaca embalada em plástico é o equivalente moderno da fornicação. Comer carne é renegar a deus. Questionar o consenso científico é o equivalente moderno aos estudos de Galileu com os respectivos julgamentos e condenações. Toda a interpretação da verdade divina das escrituras será permitida aos sacerdotes da inquisição para perseguir, acusar, torturar e condenar os hereges negacionistas.

Nada foi deixado ao acaso. Nos próximos séculos, vivereis enclausurados nas masmorras de uma idade das trevas, escura e profunda, onde a força dos dogmas e da ignorância dominará a luz da liberdade e do conhecimento.

No evangelho de Paris 2015 estão já estabelecidas as côngruas, os dízimos e as bulas a pagar em função dos pecados de cada um, bem como as penitencias, castigos e rituais de martirização, purificação e mortificação do pecado que nos conduzirão à salvação eterna do planeta e da Humanidade.

Já nos evangelhos anteriores, vinha escrito nas tábuas sagradas, todos os santos e divinos mandamentos a respeitar por todas as congregações, paróquias e dioceses, no que respeita ao culto da atmosfera, dos Oceanos, dos Ecossistemas, da Água, do vento, do espaço aéreo e do espaço sideral:

1. Adorar o planeta acima de todas as coisas;

2. Não usar o santo nome da ciência em vão;

3. Santificar sextas-feiras e dias de manifes;

4. Honrar todos os governantes e legitima hierarquia divina dos governos e da ONU bem como de todas as ONG´s fofinhas;

5. Não matarás a camada de ozono, os oceanos, a atmosfera nem os espaço sideral;

6. Nunca preservar a castidade de fascistas e outros negacionistas;

7. Roubarás e danificarás justamente o património e o trabalho de todos os fascistas e capitalistas negacionistas;

8. Mentir sempre que possível e inventar todas as noticias que permitam danificar e prejudicar a reputação e honorabilidade de todos os negacionistas, fascistas e capitalistas;

9. Guardar castidade e abstinência dos pecados da carne, em especial da bovina e seus derivados lácteos;

10. Cobiçar e roubar tudo o que pertença aos fascistas, capitalistas e negacionistas;

11. Abraçarás cinco vezes por dia uma árvore enquanto rezas «obrigado mãe natureza por me permitires usufruir da tua infinita beleza, eternamente grato e submisso à tua vontade, porque és uno e único e o nosso único deus»;

12. …em actualização.

(Estimados ateus, foi bonito este interlúdio, mas a estupidez e ignorância acéfala voltam dentro de momentos. Ámen.)

Sabemos que na espécie Humana existem espécimenes mais propensas ao uso da religião do que outros. Uns mais fanáticos, outros menos e outros completamente ausentes dessa necessidade, isto, independentemente da religião professada. Basicamente o que distingue uma religião da outra é o local onde o individuo nasce e a religião praticada pela maioria, dentro daquele pedaço cercado de arame farpado.

A religião é feita pelo homem e para o homem, mas a religião também faz o homem. O problema da religião é quando os indivíduos não precisam da religião para nada. É como quererem-me vender um creme anti-rugas quando eu nem tenho rugas ou, simplesmente, não me importo de ter rugas. Negar a religião e suas práticas dogmáticas e irracionais será sempre o maior ataque que se poderá fazer a qualquer imposição dogmática.

Podemos influenciar e ser influenciados, mas ao fazê-lo estamos a entrar no jogo. Entrar nesse jogo, ou nesse clube de jogo implica o pagamento de uma Joia ou Quota. A moeda usada é a Liberdade. A nossa, a nossa Liberdade individual.

Este é e será o maior desafio da Humanidade, mantermo-nos fora do clube e do jogo. Recusar jogar. Explicar porque é que este jogo é uma falsidade e o clube é uma vigarice. Esta é e será a próxima guerra, a guerra pela soberania da instituição livre que é e deverá ser cada um de nós, e as armas a usar serão as de sempre: a Razão , as ideias e o pensamento usados de forma livre dentro desta instituição soberana que é cada um de nós.

LIBERDADE OU MORTE.

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