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Estúpido é ser obrigatório

Coisas como obrigar o álcool gel e proibir o álcool vodka, ou permitir uma manifestação racista e impedir uma religiosa, parecem estúpidas e são-no, duplamente. Não só não fazem o menor senso lógico, como também porque são obrigatórias. Mas é um engano concentrar na avaliação parte ilógica da obrigação, ignorando o que a faz ser verdadeiramente estúpida, a obrigatoriedade.

O problema das medidas de combate do comunavírus, não é só serem estúpidas, é principalmente que são obrigatórias. Aliás, só são tão estúpidas porque são obrigatórias, pois que todas as medidas obrigatórias são sempre estúpidas.

Quem estivesse atento, poderia ter percebido, ainda em Março, que a pandemia era uma fraude, foi revelado logo quando decretaram as primeiras medidas obrigatórias, para achatar a curva ou afastamento socialista lá o que alegaram. Afinal, se essas medidas eram assim necessárias, qual seria a necessidade de as tornar obrigatórias?

De facto, ainda antes dos governos revelarem a mão pesada que assentou no lombo do pagador de impostos, já quase toda a gente estava fechada em casa. Na altura, desinformados pelos chineses, parecia ser uma decisão acertada e, portanto não foi preciso mais nada para as pessoas alinharem. Mais tarde, quando ficou claro que não havia problema de saúde, e as pessoas quiseram voltar à sua vida habitual, já estava instalado o circo mascarado do qual não há escapatória.

A estupidez inevitável das medidas obrigatórias, advém de serem irreversíveis, combinado por ignorarem a opinião das pessoas que discordam, completado por os prejuízos gerados não serem pagos por quem as impõe. Uma trilogia fatal, com resultados tão maus, que agravam o problema que se propunham a minimizar. E não é por acaso.

O efeito das Entidades Regulatórias é criar exatamente os problemas que se propõe a controlar. No papel, estes organismos destinam-se a promover o bom funcionamento de um setor de actividade evitando os eventuais perigos do monopólio, da falta de concorrência e da fraca qualidade. Ocorre que (1) os reguladores, ao serem uma iniciativa do Estado, são eles próprios os únicos capazes de criar monopólios; (2) Ao exigirem que os operadores tenham licenças e sejam acompanhados, estão a criar um cartel sem competição; (3) como como exigem que todos sigam por igual as regulações criadas, acabam a fixar preços e qualidade e, por fim (4) criam bolhas, ciclos de boom e bust por concentração excessiva de recursos em uma só direcção.

  • Regulação da economia deixa a Economia desregulada

Todas as políticas económicas de substituição ao mercado, são perversas, estúpidas, e baseadas em falácias. Dumping, Certificação, Quotas, Controlo de Capitais, são falsos positivos, que prejudicam todas as pessoas afetadas pela sua aplicação, excepto os governantes que as implementam e os académicos que as defendem, esses enchem bem os seus bolsos à descarada.

Os mercados, livres como são todos os mercados, são auto-regulados, e tendem para a estabilidade, e isto apenas por serem voluntários. As pessoas no mercado participam numa transação porque querem, se essa decisão não lhes é vantajosa, abandonam a operação, evitando o estrago. Agora, se uma terceira entidade força a realização de algo contra a vontade de uma das partes, o estrago é concretizado e maximizado.

Por este motivo, os países que mais ditadura sanitária são os que mais casos de infecção têm. Porque os governos, em vez de resolver, retro-alimentam o problema: Espalham os erros tornando a sua adoção universal; Maximizam os prejuízos mandando a conta para outros pagarem; Ocultam informação que poderia melhorar a abordagem; Dão respaldo aos oportunistas mais desavergonhados para estes arrebentarem.

Em termos práticos, sempre que um governante decide que a pandemia é paranormal, vai criar subsídios para quem não quer trabalhar, vai financiar os laboratórios que mais testarem, vai dar palco aos académicos e jornalistas mais mentirosos. Criando uma exponencial de restrições, em que nem a evidente imbecilidade e incompetência dos ditadores serve de travão à desgraça.

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