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COVID 19: Ataque à Liberdade

Declaração de interesse:

Sou um simples cidadão com família e trabalho que tem mais que fazer do que andar a brincar ao jornalismo, mas sou curioso e interessado por tudo o que me rodeia, principalmente quando se trata de perceber que alguém me está a enganar.

Como curioso, mantenho-me na eterna idade dos «porquês». PORQUÊ? Tudo tem uma explicação, o pior que pode acontecer é não sabermos qual é ela e o primeiro passo para encontrar essa explicação é perguntar «porquê?».

Pensava que os jornalistas eram ou deviam ser como crianças que se mantinham, perpetuadamente, aprisionadas na idade dos porquês. Compete-lhes fazer de forma profissional aquilo que as nossas vidas ou conhecimento não nos permitem fazer: questionar e encontrar respostas. Pois, quer me parecer que não fazem nenhuma das duas.

Como simples cidadão, curioso e interessado, sem procurar ou questionar, tropecei nestas três noticias:

1. Um estudo em Espanha que detecta vestígios de coronavírus encontrados numa amostra de esgoto, março de 2019, em Barcelona. Aqui, aqui e aqui;

2. Doentes Franceses diagnosticados com Covid-19 em meados de Novembro de 2019, no hospital de Colmar. Aqui e aqui;

3. Indícios que sugerem que a covid-19 já estava na Europa em novembro de 2019, aqui.

Não tive conhecimento destas notícias por nenhum jornal nacional ou local nem por nenhuma Rádio ou TV, das que se afirmam como referência, das que dizem publicar informação livre e isenta e que até fazem fact-check de fake news, protegendo-nos assim, dizem, aos simples mortais, da presença das falsas noticias, assim como das verdadeiras (já agora).

Não ouvi nenhum comentador dito de referência ou especialista na matéria a ser convidado para entrevistas ou comentários de discussão, a debater, analisar e a ter estas noticias em consideração nas suas análises dos factos. Zero. Um enorme vácuo, um colossal silêncio. Se tive acesso a estas notícias, questiono: como podem estas ter passado despercebidas à generalidade dos media?

Parece claro, pelos indícios que se vão descobrindo, que o SARS-COV-2 já existia há bastante tempo na Europa e em outras partes do mundo. Há até quem defenda que o virus seja ou já esteja em vias de ser endémico por essa altura ou, mesmo até, que o pico da epidemia se deu na segunda quinzena de Fevereiro de 2020, ou seja, antes de decretadas as medidas governamentais de combate ao virus.

Muito provavelmente, já lidamos com o virus há mais tempo do que se possamos imaginar, o que coloca em causa tudo o que nos têm dito, e tudo o que tem sido feito acerca da sua propagação e da doença que provoca e é muito provável que este novo Coronavirus, andasse já há muito tempo no grande caldeirão das doenças respiratórias.

Compreende-se que um vírus desconhecido e não muito perigoso, com sintomas idênticos ao de outros vírus da mesma família, circule entre as pessoas por algum tempo de forma dissimulada sem ser detectado. O que não se compreende é que depois do vírus ser identificado e de começar a haver investigação e dados disponíveis sobre o mesmo, não haja total liberdade no acesso aos dados e que a acção de prevenção e combate não seja entregue a especialistas independentes ficando tudo nas mãos de políticos, que de infecções virais e epidemiologia devem perceber, à partida, tanto como eu.

Sabemos que foi na China que se identificou e isolou o vírus pela primeira vez . Sabemos de que forma é que o país lidou com a situação, tanto ao nível da contenção da propagação do contágio, como também no controlo da informação e no acesso aos dados científicos e estatísticos. Até aqui nada de surpreendente, até porque a China é uma ditadura comunista e não seria de esperar hinos à liberdade por parte de tal raça de gente.

O que espanta (ou talvez nem tanto) é a forma decalcada do tipo «copy/paste» como o resto do mundo lidou com a situação, especialmente no dito mundo livre onde se violaram todos os direitos e liberdades das pessoas com a imposição das mesmas medidas autoritárias aplicadas numa ditadura comunista. De notar, no famoso caso da Suécia, tais medidas, não aconteceram da mesma forma, não por vontade do governo, mas porque a constituição do país não o permite (de notar também que nas noticias, sempre que se referiam ao caso da Suécia, faziam-no sempre em tom de crítica, deixando a ideia que era uma opção do governo, que este estava a trabalhar para a imunidade de grupo ao não fechar escolas e a não colocar todos em casa). Não! É a própria constituição da Suécia que não permite a tal alienação dos direitos, das liberdades e das garantias dos cidadãos.

Se a memória não me falha, o discurso político em Portugal começou e avançou cronologicamente, mais ou menos assim:

«Isto é coisa da China e não chega cá nada»;

«Isto representará uma excelente oportunidade para as exportações da nossa economia»;

Depois passamos para a entrevistas por skype e a toda a hora surgia um emigrante num navio ao largo do Japão que estava infectado, que afirmava ter sintomas de uma ligeira constipação e que «a grande reclamação que tinha a fazer era o total abandono das autoridades portuguesas ao seu caso», merecendo logo de seguida a atenção do senhor das selfies;

Depois veio a tragédia de Wuahn;

Depois veio a tragédia de Bergamo;

Depois veio o primeiro infetado;

Depois veio a indicação do Torgal, afirmando que «fechar escolas era um disparate»;

24h depois vêm o fecho das escolas por um decreto do Primeiro Ministro;

«O vírus vai provocar a extinção da espécie humana, fujam que isto é uma catástrofe, mas não vale a pena fazer testes nem usar máscaras». Só é urgentíssimo pagar uma catrefada de milhões à China por ventiladores, porque a covid combate-se com ventiladores e os incêndios com aviões, por isso é preciso comprar;

«Vamos prender pessoas saudáveis em casa, e se de lá fugirem passam a ser uns irresponsáveis e uns criminosos»;

«Agora temos muitos testes mas não vale a pena testar»;

«Temos muito material médico», apesar de os médicos e enfermeiros dizerem o contrário;

«Usem máscara, façam testes»;

«Não usem máscara, não façam testes»;

«Obrigatório usar máscara»;

«O caso português é um milagre», o Trump e o Bolsonaro são uma catástrofe, mas da Bélgica nunca ninguém falou, apesar da Itália e da Espanha estarem muito mal, «o Trump e o Bolsonaro são uns bandidos irresponsáveis que mandam as pessoas beber lixívia e nem máscara usam, onde já se viu!»;

«Tira a máscara, põe a máscara» ;

«Corram para fora de casa e gastem dinheiro nos restaurantes, cafés e cabeleireiros porque assistimos a um milagre, somos muita bons e já passou tudo, porque soubemos lidar com a situação de forma exemplar e somos um case-study de sucesso e assim»;

«Podem reunir-se à vontade desde que tenham filiação partidária à esquerda ou assistam aos espectáculos fofinhos dos artistas fofinhos do regime»;

«Opps! Afinal isto está descontrolado e não fazemos nem a puta de ideia do que andamos a fazer»;

«O nosso milagre no combate à covid não nos permite afinal viajar para cerca de 12 países europeus. OH foda-se!!!!»;

O primeiro ministro passa-se dos carretos com a ministra da saúde e repreende-a severamente por usar linguagem inaceitável na nova política da nova-língua, como o uso do termo ”confinamento”, «NUNCA HOUVE NEM VAI HAVER CONFINAMENTO, O USO DESSE TERMO É INACEITÁVEL», disse o nosso excelente primeiro ministro à nossa excelente e querida ministra da verdade, digo, da saúde;

«Podem juntar-se 10 pessoas mas não 11, porque se não o vírus ataca»; «podem fazer tudo até às 20 horas, mas às 20:01 não, porque o vírus ataca de novo»;

Põe a máscara, faz testes» ;

«Tira a mascara, faz mais testes».

O que mais impressiona é que, enquanto eu, estupefacto, assisto a toda esta senilidade e estupidez colectiva – qual conspiração de estúpidos com o sangue a ferver – o pessoal apoia e aplaude bovinamente enquanto esperam pelo momento de serem carregados para o matadouro onde serão devidamente executados, chacinados, ou parece, pelo menos, que isso lhes aconteceu à inteligência e à dignidade ou então, há pouca que lhes restava.

Perante tudo isto, tenho acompanhado as intervenções quase diárias de alguém que, desde o principio, se insurgiu contra este estado de bovinidade colectiva: primeiro, com uma entrevista num canal de jornalismo independente e amador, no «QI», no Youtube e mais tarde num artigo no ECO Online, em que o alerta surge desta forma «Seria tempo de usar o conhecimento de cem anos de epidemiologia na gestão desta epidemia, em vez de adoptar medidas extremas e que seguramente terão um grande impacto negativo na nossa vida». Estes foram os primeiros sinais do contraditório, com voz de André Dias (doutorado em modelação de doenças pulmonares, no Departamento de informática, pela Universidade de Tromso – Noruega).

Depressa chegaram os insultos e acusações da mais variada ordem de modo a descredibilizar André Dias, sendo que nunca se concentraram em contra argumentar a sua posição mais ou menos científica. O importante parecia ser – deita abaixo o mensageiro.

O Próprio André Dias foi incansável em lembrar que nada o movia em termos políticos e, também, que sempre se recusou a comentar ou analisar fora da sua área de conhecimento. Mas, porque é que o André Dias foi uma voz dissonante e não houve outras? O próprio dá a resposta «(…) não tenho qualquer motivo de preocupação em dar a minha opinião porque ela não compromete a minha carreira profissional e não comprometo o meu patrão (…)». Questionado sobre as declarações contraditórias de Torgal Ferreira (especialista e investigador por quem o André revela nutrir grande admiração) em diversos momentos, nomeadamente sobre o fecho das escolas, André Dias arrisca uma explicação – «talvez o Professor Torgal Ferreira, tenha uma reputação profissional e académica a defender» – ou talvez, arrisco eu, a sua reputação académica e profissional dependa de cargos que ocupa de nomeação política, o que não será de todo o caso de André Dias.

Isto leva-nos ao ponto fundamental: a questão sobre a liberdade e a independência face ao poder político, tanto dos jornalistas como dos mais diversos especialistas nesta e noutras matérias, desde o caso da China e de toda a gestão desta pandemia estar sob controlo do poder político.

Quantos cientistas e especialistas se queixaram da falta de dados e do acesso aos mesmos? Tirando o já mencionado caso da Suécia, em momento algum, a gestão da epidemia esteve nas mãos de especialistas em virologia e epidemiologia. Não há, nem nunca existiu, qualquer base científica que sustentasse as medidas políticas na gestão da epidemia. Isto está dito claramente neste artigo de Jorge Gonçalves, no jornal Público e numa entrevista do mesmo, entretanto retirada do Youtube, por considerar que viola os direitos da comunidade.

Manifestamente, existiu sim, apoio num estudo do Imperial College Of London que previa estatisticamente, na melhor das hipóteses e com recurso a confinamento obrigatório, centenas de milhares de mortes no Reino Unido, aqui. A mesma equipa do Imperial College, que num anterior surto de febre aftosa, condenou ao abate milhões de animais que veio a revelar-se ter sido de forma desnecessária. Menos mal, desta vez não se lembraram de recomendar o abate preventivo de milhões de seres humanos sintomáticos.

A classe política, ao optar por seguir cegamente uns estudos e determinados especialistas, ao ignorar olimpicamente outros, o que está efectivamente a fazer é demonstrar que tem uma agenda política a seguir e que o faz incondicionalmente com o fim de atingir determinados objectivos.

Os Estados e respectivos governos ao assumirem a responsabilidade da gestão da crise, não podem simplesmente ignorar a opinião de quem se opõe às suas políticas autoritárias e castradoras da Liberdade das pessoas, para depois, imputar a estas a responsabilidade pelas mortes que surgirem, reservando para si os louros dos supostos milagres quando estes acontecem, se acontecessem.

Até ao momento, não há números que indiquem que o SARS-COV-2 seja mais letal ou perigoso que o vulgo vírus da gripe. Temos um vírus novo, para o qual não há defesas de anti-corpos no organismo Humano, nem protecção a nível de medicamentos ou de vacinas e que num primeiro surto mataria menos de metade do que os últimos surtos da gripe vulgar. Aqui e aqui.

Os estados e respectivos governos cavaram uma colossal cratera sem qualquer necessidade, coadjuvados pelo medo, pavor e pânico que a comunicação social foi incutindo nas pessoas, enfiaram-nos todos lá dentro. Agora, não fazem a mais pequena ideia de como nos tirar de lá (e duvido que tenham interesse em fazê-lo), até porque as pessoas continuam apavoradas e com razão, com a excepção de todos os ”criminosos irresponsáveis” que se recusam a acatar bovinamente as imposições dos ditadores, sendo que estes são, atempadamente, denunciados à policia para que sejam devidamente castigados.

Em última análise, os governos tudo fazem e tudo farão para que a responsabilidade nunca lhes seja atribuída, mas isso só seria admissível se estes deixassem aos cidadãos o poder e a responsabilidade de agir em consciência e por si próprios.

Ao retirar às pessoas o poder e a liberdade de decidirem por si mesmos, não podem os governos, descartar quaisquer responsabilidades que daí possam advir, note-se, quando algo, segundo eles, corre bem, os louros são sempre deles e das medidas que tomaram, como é óbvio.

Voltamos aos «porquês»?

Porque é que este vírus está a ser tratado de forma diferente dos outros surtos gripais?

Porque é que estamos a causar todos estes danos à vida das pessoas e à economia?

Porque é que as democracias e os estados de direito seguiram à risca as recomendações da China e da OMS, por esta patrocinada?

Porque é que incutiram todo este medo e pânico nas pessoas por causa de um simples virus de gripe?

Porque é que as pessoas aceitam que lhes façam isto, às suas vidas e à sua saúde?

Porque é que perante toda esta informação a que cheguei e que é de todo impossível as autoridades desconhecerem, continuam estas a insistir na mesma linha que nos trouxeram até aqui?

O que nos estão a esconder e porque não assumem os seus erros?

Estas e muitas outras perguntas continuam sem resposta, ou talvez não… O que sei, na minha ilimitada ignorância, é que isto não é forma de atacar uma epidemia viral, mas acaba por resultar muito bem no ataque à Liberdade das pessoas e, não há nada que incomode tanto a um estatista como a Liberdade individual. Não há ditadura que resista à liberdade das pessoas, e eles sabem-no muito bem.

LIBERDADE OU MORTE.

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